RISCOS NO SUPPLY CHAIN | MAPEAR A CADEIA DE SUPRIMENTOS NÃO É PARA QUALQUER UM!

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RISCOS NO SUPPLY CHAIN | MAPEAR A CADEIA DE SUPRIMENTOS NÃO É PARA QUALQUER UM!

Riscos no Supply Chain é uma forma estratégica de planejar e proporcionar eficiência da Cadeia de Suprimentos. A prevenção dos riscos é a primeira etapa para um excepcional forma de planejar e coordenar produções e vendas com o mínimo de capital imobilizado.

riscos no supply chain

Riscos no Supply Chain estão por toda a parte: de um caminhão roubado a um navio naufragando. De um estoque baixo à um fornecedor com problemas na produção.

Em geral, muitas empresas cobrem o risco de fornecimento com estoque excessivo, estas ações mascaram oportunidade e impossibilita um trabalho dedicado para mapear riscos de maneira assertiva.

Conhecer o risco e agir de forma proativa é reduzir a alocação de capital (working capital) em um estoque excedente, é gerar capital de giro suficiente para projetos de valor agregado para empresa e é gerar maiores resultados para a operação e para a empresa.

O ESTOQUE ESCONDE AS INEFICIÊNCIAS E OS RISCOS NO SUPPLY CHAIN

Você sabe identificar se seu estoque é excessivo?

Saber avaliar o estoque excessivo é o primeiro passo para iniciar um trabalho de risco e apresentar um resultado favorável para a empresa.

3 pontas de estoque que devem ser avaliadas: matéria-prima, intermediário e final.

1 – Estoque de matéria prima | Raw Material Inventory

Um produto final recebe em sua estrutura diversos materiais, que em geral são negociados pelo time de compras, mas são gerenciados pelo time de logística.

A matéria prima deve estar disponível para um ordem de produção.

O desafio é sempre ter matéria prima para as ordens de produção, mas sem excesso.

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2 – Estoque  Intermediário | WIP – Work in Progress

Estoque intermediários são usuais em empresas mais complexas, são pré-montagens geradas para otimizar a montagem final.

É um risco enorme perder venda por falta de matéria prima por a mesma esta empregada em produto pré-acabados.

O desafio é ter WIP somente para o que já esta destinado a uma venda.

riscos no supply chain

Fonte: Talk Vietnam

3 – Estoque de Produto Acabado | Finished Good Inventory

Produto acabado em estoque demostra que o mercado não está demandando o que as empresas produzem, ter produto acabado em estoque é necessário para um rápido atendimento ao cliente e garantia de vendas, mas não pode ser usual.

O desafio para estoque de produtos final é saber quais produtos devem realmente ter estoque e qual o estoque máximo cada uma destes produtos.

Além disso decisões como quando a produção devem ser interrompida devem fazer parte da análise de riscos, pois o capital de giro é finito e, uma empresa não pode ser surpreendida por falta de capital de giro, principalmente quando o mesmo esta emprega em um estoque excessivo de produto acabado.

riscos no supply chain

Fonte: Zero Hedge

COMO SABER SE O ESTOQUE É EXCESSIVO?

O estoque mínimo (estoque de segurança) é determinado pela complexidade ou variabilidade de demanda atrelado ao lead time de entrega.

O estoque máximo está relacionado ao lote de produção e aos intervalos de entrega.

Em geral, teoricamente falando, os estoques seguem um comportamento de “dente de serra”, como a imagem abaixo.riscos no supply chain

Fonte: Blog.luz.vc

A grande habilidade de um gestor de estoque e de um planejador de logística é manter o estoque sempre dentro do limites pré-definidos, não gerando restrições de capital de giro nem risco de falta de material e, consequemente perda de vendas de produto.

Recalcular a real necessidade do estoque de segurança e buscando ações estratégicas com compras para reduzir ainda mais o lead time são ações de líderes de mercado pela busca constante da menor distância entre o limite máximo e mínimo de estoque.

FÓRMULA PARA CALCULAR ESTOQUE DE SEGURANÇA

Existe uma fórmula para cálculo do estoque de segurança, é uma fórmula amplamente difundida, porém pouco usada por times de logística (que muitas vezes trabalham por “feeling”).

A fórmula de estoque de segurança deve ser uma referência que orienta um gestor de logística e o time e ações proativas de melhoria continua. Veja abaixo.

z = 3 (nível de serviço de 99,87%)

d = demanda média

σd = desvio padrão dessa demanda

t = lead time médio

σt = desvio padrão do lead time.

O estoque de segurança, que chamaremos de ES e, é calculado da seguinte forma:

riscos no supply chain

Fonte: Scientiaarca.com.br

COMO IDENTIFICAR RISCOS NO SUPPLY CHAIN

Identificar Riscos no Supply Chain não é para qualquer um, mas é possível ser treinado e desenvolvido.

O importante sempre e segmentar os riscos, separando-os pelo que você pode controlar (internos) e o que você não tem ação (externos). Durante uma análise de potenciais falhas e contenções, esta forma de segmentação ajudará na definição de prioridades.

  • Riscos Externos: devem ser mapeados e criados ações de contenções caso ocorra.
  • Riscos Internos: devem ser mapeados e tratados proativamente.

RISCOS EXTERNOS NO SUPPLY CHAIN

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Para mapear os Riscos Externos sugerimos atribuir eventos, para que a empresa identifique mais facilmente e defina ações pré-determinadas (se necessário). Assim a empresa fica em alerta sobre eventos não controlados e sabe como agir (pensando pro-ativamente) assim que o evento for identificado e confirmado.

São 5 os principais tipos de Riscos Externos:

1 – Riscos de Demanda

  • Clientes principais deixam de comprar
  • Clientes principais compram produtos acima da média esperada
  • Cliente imprevisível inicia compra do produto

2- Riscos de Fornecimento

  • Interrupções no fluxo do produto (transporte, carregamento)
  • Interrupções por falta de matéria-prima
  • Interrupções por falta de partes
  • Interrupção de falha na produção dos fornecedores

3 – Riscos Ambientais

  • Eventos Naturais (Terremotos, enchentes, chuvas, etc.)
  • Eventos de Fatores Econômicos (Crise, câmbio)
  • Eventos Sociais Governamentais (Greve, Impostos)
  • Eventos Terrorista (atentado, assalto)

4 – Riscos do Negócio

  • Instabilidade financeira do mercado onde atua
  • Gestão ineficiente de um um fornecedor (falência, recuperação judicial)
  • Mudança diretrizes da empresa

5 – Riscos de Infraestrutura

  • Falha na instalação física de um fornecedor
  • Falha na instalação da sua empresa
  • Falha nos Warehouses
  • Falha nas instalações dos clientes

RISCOS INTERNOS NO SUPPLY CHAIN

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Os Riscos Internos proporcionam melhores oportunidades para a mitigação, porque eles estão dentro da zona de ação do controle do seu negócio.

Porém por estarem em seu controle são os mais exigidos e a sua proatividade e prever os riscos é fundamente para a operação do negócio.

Existem 5 principais tipos de Riscos Internos:

1 – Riscos de Fabricação

  • Parada de linha por falhas internas
  • Interrupções dos processos internos

2 – Riscos do Negócio

  • Mudanças no pessoal-chave (gestão e operação)
  • Mudança de Estruturas de notificação

3 – Riscos de Planejamento e Controle

  • Inadequada avaliação e planejamento
  • Gestão ineficaz de planejamento de material
  • Falha na contagem de inventário

4 – Riscos de Mitigação e Contingência

  • Não colocar contingências em caso de algo correr mal
  • Não ter soluções alertnativas caso hajam falhas
  • Não ter plano B em caso de risco iminente

5 – Riscos Culturais

  • Tendência cultural de uma empresa para ocultar informações negativas
  • Tendência cultural da empresa em atrasar a informação negativa.
  • Tendência da empresa em não reagir rapidamente frente um evento inesperados.

CONSTRUINDO UMA ESTRATÉGIA EFICIENTE PARA RISCOS NO SUPPLY CHAIN

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Fonte: Cerasis.com

Estratégia para evitar interrupções na cadeia de suprimentos é vital para um empresa que busca ser líder. Listamos 8 pilares que devem ser amplamente revisitados e trouxemos 10 boas práticas que o mercado já esta praticando.

8 PILARES ESTRATÉGICOS PARA EFICIÊNCIA NO SUPPLY CHAIN

  • Gerenciamento Eficiente de Estoque
  • Desenvolvimento de Fontes Alternativas (Dual Sourcing)
  • Gestão de Contingência
  • Auditoria Recorrenete para Avaliações de Risco
  • Sensibilização e treinamento de Funcionários
  • Inteligência de Negócios – Análises e monitoramento de dados contínuo
  • Otimização de redundância
  • Antecipação e ações para Falhas
  • Trabalho em Equipe e Colaboração em caso de Risco Iminente

5 BOAS PRATICAS DE GESTÃO DE RISCOS NO SUPPLY CHAIN

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Fonte: Digikey.com

1 – Construção de Estratégias para mitigar riscos na cadeia de suprimentos.

Entender a cadeia ao ponto de ter estratégias robustas de mitigação de riscos, como a inclusão de fontes alternativas, Warehouse, material alternativos e ações eficazes de reduções de lead time garantem resultados expressivos e velocidade no supply chain. Resultados estes que podem ser avaliados no âmbito de custos e fluxo de caixa para a empresa.

2 – Disciplina irrestrita por velocidade no planejamento

Dominar os limites de estoque mínimo e máximo, dominar a demanda de cadeia de suprimentos de ponta-a-ponta e dominar a limitações da produção, mantendo disciplina de planejamento garante trabalhar com máxima eficiência e com recursos reduzidos  (estoques).

3 – Dedicação continuada para eliminar obsolescência

Uma empresa não pode contar com estoque de itens obsoletos, isso impacta o fluxo de caixa, espaço e custo à empresa.

Dedicar um time à ações proativas para eliminar qualquer obsolescência na cadeia de suprimentos e, mitigar inclusão de item obsoletos é fenomenal para resultados eficientes.

4 – Mapeamento e consciência dos riscos na cadeia de fornecimento

A estratégia de mitigação de risco não pode ser posta em prática sem uma atenção significativa dada a formação das pessoas sobre a política da cadeia de suprimentos, procedimentos e gestão aplicáveis, controles operacionais e técnicas e práticas.

Construindo uma equipe coesa que tem clareza do riscos e impactos na cadeia, auxilia na velocidade e mitigação de problemas com eficiência.

5 – Otimização Contínua de Entrega 

Entrega do produto final, considerando a gestão eficiente do inventário, é uma função essencial na cadeia de abastecimento, que tem um grande potencial para ser comprometida.

Garanta que sempre seu time busca melhorias continuas e que a linha de produção, assim como o cliente, não serão afetados por falha na enrega.

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